Comportamento de híbridos de milho segunda safra quanto à incidência de podridões na Região Oeste do Paraná

Jean Sérgio Rosset, Leandro Rampim, Martios Ecco, Maria do Carmo Lana, Marcos Vinicius Mansano Sarto, Odair José Kuhn

Resumen


O objetivo do presente trabalho foi avaliar a incidência e a influência de podridões de colmo e de espigas no cultivo de híbridos de milho de segunda safra na Região Oeste do Paraná. O experimento foi instalado em delineamento de blocos casualizados com seis híbridos de milho transgênicos (DKB 330PRO, P4285HX, P3646HX, 30F53HX, P3340HX e P3161HX) com quatro repetições em espaçamento de 0,90 m entre linhas e 0,20 m entre plantas. As características agronômicas avaliadas foram: número de plantas sintomatológicas e saudáveis, número de espigas saudáveis e sintomatológicas e número de espigas totais. Após a colheita, foram avaliados o comprimento de espigas saudáveis e sintomatológicas, massa de grãos de espigas saudáveis e sintomatológicas, massa de mil grãos de espigas saudáveis e sintomatológicas, além da massa de grãos por espiga ponderada, massa de mil grãos ponderada e a produtividade. O híbrido P3646HX apresentou 100% das plantas com sintomas de podridão da base do colmo (Colletotrichum graminicola) e podridão mole da espiga (Erwinia chrysanthemi pv. zeae) e 100% das espigas com sintomas de podridão mole, seguido dos híbridos 30F53HX, DKB 330PRO com 34,9 e 29,1% das espigas com sintomas de podridão mole respectivamente. O híbrido DKB330PRO apresentou espigas sadias e doentes com tamanho superior, repercutindo em menor interferência no rendimento final de grãos. O híbrido P3340 apresentou produtividade superior, com 7.952 kg ha-1 , seguido dos híbridos 30F53HX e DKB330PRO. Houve correlação positiva entre características agronômicas e a produtividade de grãos.

Palabras clave


Zea mays L. Colletotrichum graminicola. Resistência. Erwinia chrysanthemi pv. zeae. Acamamento

Texto completo:

PDF

Referencias


Beleze, J.R.F.; Zeoula, L.M.; Cecato, U.; Dian, P.H.M.; Martins, E.N.; Falcão, J.S. 2003. Avaliação de cinco híbridos de milho (Zea mays, L.) em diferentes estádios de maturação. Produtividade, características morfológicas e correlações. Revista Brasileira de Zootecnia 32: 529-537.

Brito, A.H.; Pinho, R.G.V.; Santos, Á.O.; Santos, S. 2011. Reação de híbridos de milho e comparação de métodos para avaliação da Cercosporiose e Mancha Branca. Tropical Plant Pathology 36: 35-41.

Casa, R.T.; Moreira, E.N.; Bogo, A.; Sangoi, L. 2007. Incidência de podridões do colmo, grãos ardidos e rendimento de grãos em híbridos de milho submetidos ao aumento na densidade de plantas. Summa Phytopathologica 33: 353-357.

Casela, C.R.; Ferreira, A.F.; Pinto, N.F.J.A. 2006. Doenças na cultura do milho. Circular Técnica, EMBRAPA/CNPMS, Sete Lagoas, MG, p.14.

Conab - Companhia Nacional de Abastecimento. Acompanhamento da safra Brasileira: grãos, oitavo levantamento maio 2013/ Companhia Nacional de Abastecimento, Brasília: Conab, 2013. Disponível em: http://www.conab.gov.br/OlalaCMS/uploads/arquivos/13_05_09_11_56_07_boletim_2_maio_2013.pdf.

Costa, F.M.; Barreto, M.; Koshikumo, E.S.M.; Almeida. F.A. 2008. Progresso da ferrugem tropical do milho (Zea mays L.), sob diferentes tratamentos fungicidas. Summa Phytopathologica 34: 248-252.

Costa, R.V.; Silva, D.D; Cota, L.V.; Parreira, D.F.; Ferreira, A.S.; Casela, C.R. 2010. Incidência de Colletotrichum graminicola em colmos de genótipos de milho. Summa Phytopathologica 36: 122-128.

Cruz, C.D. 2006. Programa Genes: Análise Multivariada e Simulação. Viçosa: Universidade Federal de Viçosa.

Dekalb. 2012. Informações sobre híbridos de milho safrinha 2012. Disponível em: < http://www.dekalb.com.br/milho.aspx.

Denti, E.A.; Reis, E.M. 2003. Levantamento de fungos associados às podridões do colmo e quantificação de danos em lavouras de milho do Planalto Médio Gaúcho e dos Campos Gerais do Paraná. Fitopatologia Brasileira 28: 585-590.

Denti, E.A, Trento, S.M.; Reis, E.M. 1999. Incidência, frequência e danos por fungos envolvidos com a podridão da base do colmo de milho em 1997/98, nas regiões do Planalto Médio Gaúcho (RS) e de Guarapuava (PR). Fitopatologia Brasileira 24: 279 (Resumo).

Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - EMBRAPA. 2006. Centro Nacional de Pesquisa de Solos. Sistema brasileiro de classificação de solos. Brasília, Embrapa Produção de Informação, 306p.

Fontoura, D.; Stangarlin, J.R.; Trautmann, R.R.; Schirmer, R.; Schwantes, D.O.; Andreotti, M. 2006. Influência da população de plantas na incidência de doenças de colmo em híbridos de milho na safrinha. Acta Scientiarum Agronomy 28: 545-551.

Garcia, J.C.; Mattoso, J.M.; Duarte, J.O.; Cruz, J.C. 2006. Aspectos econômicos da produção e utilização do milho. Circular Técnica, EMBRAPA/CNPMS, Sete Lagoas, MG, n.74, 12p.

Kimati, H.; Amorim, L.; Bergamin Filho, A.; Camargo, L.E.A.; Rezende, J.A.M. 1997. Manual de fitopatologia: Doenças das Plantas Cultivadas. ed. São Paulo: Editora Agronômica Ceres Ltda. Volume 2, 3. 705p.

Lazaroto, A.; Santos, I.; Konflanz, V.A.; Malagi, G.; Camochena, R.C. 2012. Escala diagramática para avaliação de severidade da helmintosporiose comum em milho. Ciência Rural 42: 2131-2137.

Lopes, M.T.G.; Lopes, R.; Brunelli, K.R.; Silva, H.P.; Matiello, R.R.; Camargo, L.E.A. 2007. Controle genético da resistência à mancha-de-Phaeosphaeria em milho. Ciência Rural 37: 605-611.

Mapa – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Coordenação-Geral De Zoneamento Agropecuário 2011. Zoneamento Agrícola para a cultura de milho safrinha 2012 para o estado do Paraná. Portaria Nº 512, de 16 de julho de 2011.

Nazareno, N.R.X. 1989. Avaliação de perdas por podridão do colmo em milho (Zea mays L.) no Estado do Paraná. Fitopatologia Brasileira 14: 82-84.

Ometto, J.C. 1981. Bioclimatologia vegetal. São Paulo: Agronômica Ceres Ltda. 440p.

Pioneer. Guia de Produtos Pioneer 2012. 2012. 82p. Disponível em:

Pozar, G.; Butruille, D.; Diniz, H.S.; Viglioni, J.P. 2009. Mapping and validation of quantitative trait loci for resistance to Cercospora infection in tropical maize (Zea mays L.). Theoretical and Applied Genetics 118:553-564.

Reis, E.M.; Casa, R.T. 1996. Manual de identificação e controle de doenças de milho. Passo Fundo: Aldeia Norte. 80p.

Sachs, P.J.D.; Neves, C.S.V.J.; Canteri, M.G.; Sachs, L.G. 2011. Escala diagramática para avaliação da severidade da mancha branca em milho. Summa Phytopathologica 37: 202-204.

Sangoi, L.; Ender, M.; Guidolin, A.F.; Bogo, A.; Kothe, D.M. 2000. Incidência e severidade de doenças de quatro híbridos de milho cultivados em diferentes densidades de planta. Ciência Rural 30: 17-21.

Seab – Secretaria da Agricultura e Abastecimento. 2013. Evolução da área colhida, produção, rendimento, participação e colocação Paraná/Brasil. Disponível em: http://www.agricultura.pr.gov.br/arquivos/File/deral/pss.xls.

Trento, S.M.; Irgang, H.; Reis, E.M. 2002. Efeito de rotação de culturas, de monocultura e de densidade de plantas na incidência de grãos ardidos em milho. Fitopatologia Brasileira 27: 609-613.

Unioeste - Universidade Estadual do Oeste do Paraná. Dados da estação meteorológica presente na Fazenda Antônio Carlos Pessoa. Marechal Cândido Rondon/PR, 2012.

Received: 07/01/13

Accepted: 10/07/13

Corresponding author: E-mail: jsrosset@hotmail.com. (J. Rosset)




DOI: http://dx.doi.org/10.17268/sci.agropecu.2013.03.08

Enlaces refback

  • No hay ningún enlace refback.


Indizada o resumida en:

           

  

      

            

    

     

   

                             

 

Licencia de Creative Commons Scientia Agropecuaria revista de la Universidad Nacional de Trujillo publica sus contenidos bajo licencia Creative Commons Reconocimiento-NoComercial 3.0.

ISSN: 2306-6741 (electrónico); 2077-9917 (impreso)
DOIhttp://dx.doi.org/10.17268/sci.agropecu

Dirección: Av Juan Pablo II s/n. Ciudad Universitaria. Facultad de Ciencias Agropecuarias. Universidad Nacional de Trujillo. Trujillo, Perú.
Contactosci.agropecu@unitru.edu.pe